A Hypebot tem um novo artigo acerca de como re-imaginar os flyers/posters de concertos na nossa era em que a internet domina os meios de disseminação de informação.
Para além de serem mencionados uma série de serviços que ajudam a criar os flyers/posters são ainda mencionadas formas de distribuição ideias para os disseminar bem como novas tendências visuais como os QR Codes.
Visita obrigatória para o pessoal das bandas: http://www.hypebot.com/hypebot/2011/11/gig-posters-flyers-adapt-to-a-digital-world.html
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Como adaptar os flyers de concertos à era da internet.
Sarkozy preocupado : A internet rouba audiência aos serviços regulares de TV
Em mais uma tirada proteccionista o presidente francês afirmou no Forum d'Avigon que:
"...os protagonistas culturais estão a encarar uma crise no campo da distribuição. Esta é uma matéria de seriedade extrema se considerarmos, como eu considero, que não é do interesse da cultura que se a encare como grátis para todos. O desaparecimento dos métodos tradicionais de cultura ameaça a própria cultura em si."Será talvez útil recordar ao senhor Sarkozy que o grande grosso do que é considerada a cultura europeia/mundial tradicional foi criada num mundo em que as leis de direitos de autor não existiam e que os "tradicionais métodos de distribuição" são um fenómeno relativamente recente na história da humanidade.
A história prova-nos que a cultura existe e é criada independentemente das formas de distribuição, de quem as controla, ou do tipo de leis em vigor num qualquer espaço de tempo.
A cultura é a expressão do povo e não precisa de ter um preço para ser válida, ou apreciada.
Mais em:
http://www.techdirt.com/articles/20111123/04322816886/sarkozy-worried-about-internet-stealing-audience-share-regulated-tv-services.shtml
Tribunal Europeu: É ilegal forçar ISP's a censurar websites.
O Tribunal Europeu emitiu um parecer que faz com que seja ilegal qualquer nação europeia fazer uso de qualquer tipo de censura nacional para bloquear websites na internet acusados de violação de direitos de autor.
O tribunal afirmou que o bloqueio de websites invade a privacidade dos utilizadores, restringe o acesso a conteúdo legítimo e é um uma forma de suprimir a liberdade de expressão.
Numa altura em que os USA se vêem a braços com a possibilidade da aprovação das propostas SOPA/PIPA abrindo a possibilidade para a censura de toda a internet a União Europeia (não sem controvérsia interna) demarca-se desta posição.
Boas notícias para todos os internautas.
Mais pormenores em:
http://boingboing.net/2011/11/24/european-court-of-justice-nat.html
http://www.publico.pt/Tecnologia/tribunal-de-justica-da-ue-proibiu-um-isp-de-controlar-os-seus-clientes-para-impedir-pirataria-1522386
http://yro.slashdot.org/story/11/11/24/1415234/eu-court-isps-cant-be-forced-to-monitor-all-traffic
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Pete Townshend fala sobre o estado actual do negócio da música.
Numa palestra em honra do falecido John Peel DJ mítico das terras de sua majestade que deu a conhecer um número incontável de novas bandas ao público Pete abordou o estado actual do negócio da música.
Para além de abordar o papel importante que John Peel desempenhou na descoberta de novo talento e como fazem falta estruturas que permitam fazer o mesmo nos dias de hoje o guitarrista dos The Who passa em revista uma série de estruturas que faziam parte da indústria musical e que hoje em dia desapareceram ou deixaram de fazer sentido e como isso afecta negativamente o desenvolvimento de carreiras musicais para novos artistas.
Esta-se sempre a falar das virtudes deste admirável mundo novo que a internet nos trouxe, de vez em quando é bom ter um contraponto que nos lembre o que é que ela também nos fez perder. Leitura recomendada, clicar no link em baixo:
http://music3point0.blogspot.com/2011/11/pete-townshend-lecture-part-1.html
Para além de abordar o papel importante que John Peel desempenhou na descoberta de novo talento e como fazem falta estruturas que permitam fazer o mesmo nos dias de hoje o guitarrista dos The Who passa em revista uma série de estruturas que faziam parte da indústria musical e que hoje em dia desapareceram ou deixaram de fazer sentido e como isso afecta negativamente o desenvolvimento de carreiras musicais para novos artistas.
Esta-se sempre a falar das virtudes deste admirável mundo novo que a internet nos trouxe, de vez em quando é bom ter um contraponto que nos lembre o que é que ela também nos fez perder. Leitura recomendada, clicar no link em baixo:
http://music3point0.blogspot.com/2011/11/pete-townshend-lecture-part-1.html
Album Artwork: Que informação incluir.
Hoje a Musformation publicou o 4 artigo da série "Getting Album Artwork Right" desta feita centrando-se na informação que deve ser incluída nas notas do Artwork para um CD. Aconselhamos um leitura atenta de toda a série de artigos mas para os que tem menos tempo faremos um resumo do artigo de hoje.
Informação que deve ser incluída no artwork de um CD:
Getting Album Artwork Right Part 4: What To Include In Liner Notes | Musformation
- O nome da banda. Sim parece óbvio mas há gente que se esquece disto.
- O nome do álbum. Todos conhecemos excepções mas é daquelas coisas que também ajuda ter na capa do álbum.
- Os títulos das músicas. Outra coisa que parece óbvia e que tem mais do que razão de ser principalmente quando devidamente numerados para ser fácil a quem ouve fazer a equivalência entre o nome da música e o número da faixa do cd e saber o que está efectivamente a ouvir.
- Equipa técnica. Quem produziu, misturou, masterizou, assistiu, etc. sem eles o álbum não seria possível.
- Estúdios onde o álbum foi gravado.
- Músicos adicionais, que tenham participado na gravação.
- Os autores, quem escreveu o quê no álbum especialmente se algumas músicas foram escritas por pessoas fora da banda.
- Editora discográfica e número de catálogo.
- Contactos, sem dúvida uma das coisas mais importantes e mais esquecidas pela maioria das bandas.
Dêem um salto no click em baixo para ver o resto dos itens que a Musformation achou importante colocar na sua lista de coisas essenciais a ter no artwork de um álbum:
terça-feira, 22 de novembro de 2011
SOPA/PIPA plano das mega-corporações do conteúdo para censurar/destruir a internet tal como a conhecemos.
O propósito da internet não é destruir as empresas ou corporações que produzem conteúdo original, é simplesmente um meio que elas ainda não compreenderam e que as vai obrigar a mudar a forma como disponibilizam/rentabilizam esse conteúdo.
Ouviram-me os mesmo medos infundados aquando da invenção da imprensa, do vídeo. A solução não é o plano SOPA/PIPA que dá carta branca para o controlo completo e capacidade de censura sobre a internet ao governo e mega-corporações, é adaptarem-se a uma nova realidade de mercado fazendo uso da posição privilegiada que mantém correntemente neste para se manterem actuais.
Neste vídeo foram feitas anotações a contrapor a retórica que a Viacom advoga para a implementação deste plano de censura da internet.
Ouviram-me os mesmo medos infundados aquando da invenção da imprensa, do vídeo. A solução não é o plano SOPA/PIPA que dá carta branca para o controlo completo e capacidade de censura sobre a internet ao governo e mega-corporações, é adaptarem-se a uma nova realidade de mercado fazendo uso da posição privilegiada que mantém correntemente neste para se manterem actuais.
Neste vídeo foram feitas anotações a contrapor a retórica que a Viacom advoga para a implementação deste plano de censura da internet.
Presidente Nicolas Sarkozy quer taxar os ISPs por causa da música.
Sarkozy parece levar-se a sério enquanto defensor das "artes" e propõe agora um imposto a ser aplicado aos ISP's (que inevitavelmente acabará por ser pago pelo utilizador) revertendo em favor da indústria musical francesa.
Depois da lei Hadopi que segundo o mesmo reduziu a pirataria nas terras da Gália em 35%, Sarkozy quer agora fazer com que todos os utilizadores da internet no seu país financiem à força as grandes editoras que aparentemente tem dificuldade em manter-se rentáveis pelos seus próprios meios. É caso para dizer que os franceses que quiserem manter o acesso à internet terão que consumir música francesa nem que não queiram.
É esta gente que depois vem defender a economia de mercado.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
STHoldings retira 200 editoras do Spotify
A STHoldings retirou 200 editoras (para as quais faz distribuição) dos populares serviços de streaming como o Spotify, Rdio, Simfy and Napster após ter sido publicado um estudo que defende que os serviços de subscrição contribuem para a erosão da rentabilidade de serviços de venda digital mais tradicionais e que diminuindo as receitas para as editoras e artistas.
Universal processa Grooveshark
Depois de já ter sido alvo de um processo por parte da EMI a Grooveshark popular serviço de streaming de música vê-se agora na mira da Universal. Desta feita porém as coisas poderão ser mais complicadas para a Grooveshark.
A Grooveshark permite aos seus utilizadores fazerem upload dos seus ficheiros mp3 para poderem ouvir em qualquer em qualquer aparelho que tenha ligação à internet e deixarem os seus amigos ouvirem a sua colecção de música. A acusação agora feita pela Universal é que os próprios empregados da Grooveshark são encorajados a fazer upload de músicas para o seu sistema por forma a aumentar a quantidade de temas disponíveis para audição. Confirmando-se tal suspeita a Grooveshark deixaria de usufruir do estatuto de Safe Harbor deixando de estar isenta de responsabilidade legal pelas acções dos seus utilizadores tornando-a assim vulnerável a processos como o que a Universal lhes está agora a mover.
Via: http://www.hypebot.com/hypebot/2011/11/universal-files-new-grooveshark-lawsuit-says-execs-uploaded-1000s-of-pirated-songs-.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+typepad%2FDqMf+%28hypebot%29
A Grooveshark permite aos seus utilizadores fazerem upload dos seus ficheiros mp3 para poderem ouvir em qualquer em qualquer aparelho que tenha ligação à internet e deixarem os seus amigos ouvirem a sua colecção de música. A acusação agora feita pela Universal é que os próprios empregados da Grooveshark são encorajados a fazer upload de músicas para o seu sistema por forma a aumentar a quantidade de temas disponíveis para audição. Confirmando-se tal suspeita a Grooveshark deixaria de usufruir do estatuto de Safe Harbor deixando de estar isenta de responsabilidade legal pelas acções dos seus utilizadores tornando-a assim vulnerável a processos como o que a Universal lhes está agora a mover.
Via: http://www.hypebot.com/hypebot/2011/11/universal-files-new-grooveshark-lawsuit-says-execs-uploaded-1000s-of-pirated-songs-.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+typepad%2FDqMf+%28hypebot%29
terça-feira, 15 de novembro de 2011
GEMA, cobra direitos de autor de músicas sobre as quais não tem qualquer direito.
As agências de cobrança de direitos de autor comportam-se como mafiosos a vender protecção, descredibilizam-se a elas próprias e à industria musical no geral. São gente pouco escrupulosa movidos somente pelo lucro e raramente tem o melhor interesse do artista em mente.
Desta vez é a GEMA o equivalente à SPA portuguesa que está no alvo das atenções, como nos chama a atenção o artigo da Techdirt:
For years, we've covered how GEMA, the German music collection society, has a habit ofdemanding royalties for Creative Commons music it has no rights over. We've heard of it happening multiple times, and now it's happened again, and the details are even more ridiculous than usual. In this case, a music festival/dance party in Leipzig planned to use only Creative Commons music. Not only that, but the organizers appeared to go above and beyond to make sure this was done properly, not just making it clear to the DJs, the public and all attendees, that only CC music would be used, but they also let GEMA know. In response, GEMA demanded the full list of all artists whose music would be played, including their "full names, place of residency and date of birth."
After all that, GEMA still sent an invoice for 200 euros, claiming that they weren't positive everyone on the list wasn't covered by GEMA, and because there were a few pseudonyms, those musicians might be covered by GEMA... and thus the organizers should pay up. And, under the rather ridiculous current law in Germany, the organizers have the burden to "prove" that all of the artists are not covered by GEMA, rather than having GEMA prove that any particular artist is covered. That means, even if the organizers were correct and none of the artists are covered by GEMA, it still doesn't matter, because the organizers have to go out and prove that each individual artist is not under GEMA's umbrella. And people wonder why the Pirate Party is getting so much attention in Germany.
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