Há imensos artigos espalhados pela net a explicar como escrever uma boa biografia e provavelmente a maioria deles terão aspectos que entrarão em contradição. Seja lá como for e apesar de as pessoas não gostarem muito de "ler" textos demasiado longos no computador, é importante ter uma biografia no vosso site. Se alguém que escreve um blog ou que faz um programa de rádio estiver a fazer pesquisa acerca da vossa banda poderá através desta secção encontrar facilmente informação relevante que possa usar.
Sejam concisos mas não se cinjam apenas à cronologia de eventos importantes. Tentem descrever o tipo de música que fazem, explicar porque é que são diferentes do resto das bandas e dar uma ideia a quem não vos conhece do que é importante para vocês como pessoas e o que vos motiva (mesmo que não tenha nada a ver com a música). Não tenham medo de dar exemplos de bandas com um som semelhante ao vosso ou que que tenham sido influências para vocês (eu sei que há sempre a tentação de não o fazer mas é um erro, não vale a pena ter medo das comparações).
Há quem coloque a biografia na página inicial do website. Caso se opte por esta opção deve-se ter em conta que a biografia é um conteúdo relativamente estático (quantas vezes é que costumam escrever uma nova? uma vez por ano?) e que portanto não deve ser o único elemento de conteúdo da página inicial, provavelmente nem sequer o predominante. Optem por dar mais destaque a conteúdo que seja renovado regularmente e usem a biografia como informação formal e complementar.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Secções indispensáveis que o vosso Website deve conter: Biografia
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O vosso próprio Website
A única coisa constante na internet é a mudança. Tudo muda mais rápido do que estamos à espera e o que agora está na berra agora pode deixar de estar tão rápido quanto um piscar de olhos.
Lembram-se quando o MySpace ia mudar o mundo da música? Agora é a vez do Facebook, do Twitter, daqui a um ano quem sabe?
É por causa disso que é importante terem o vosso próprio website. Este deve ser o ponto central da vossa estratégia de presença na internet. Tudo o resto que possa existir deve ser ancorado a este ponto central de distribuição de informação e conteúdo. Redes sociais, blogs, canal de YouTube, todas estas ferramentas extra podem e devem ser usadas e integradas no vosso website por forma a torná-lo mais rico e proporcionar aos vossos fãs um local único e central onde poderão ter acesso a toda a informação relativa à banda. Lembrem-se que tudo o que fazem relativamente à vossa presença na internet deve levar ao vosso website próprio.
Se se derem ao trabalho de procurar um pouco quase todos os recursos externos como o Facebook, Twitter, blogs, YouTube, Reverbnation oferecem widgets e outras formas de integrar o conteúdo que disponibilizam nessas plataformas no vosso website. Façam o máximo uso destas ferramentas. O website de uma banda deve ser actualizado constantemente por forma a criar e manter interesse. Isso é muito mais fácil se todos os vossos canais de distribuição de informação aí estiverem integrados. Com tanta banda por aí à procura de atenção ou a torrente de conteúdo por vocês partilhada é constante ou então os vossos potenciais fãs perderão o interesse. O vosso website deve ser a âncora e o arquivo de toda esta vossa informação.
Ofereçam o máximo de conteúdo possível: gravações inéditas de ensaios ou de estúdio, fotos, não só de vocês em palco durante a tour mas também dos momentos antes e depois dos concertos ou da viagem (as pessoas querem saber como é a experiência de andar na estrada, querem saber como é estar numa banda e acima de tudo querem conhecer-vos), conteúdo de outros artistas que vos inspiraram. Acima de tudo encorajem as pessoas a comentar, partilhar e/ou entrar em contacto directo convosco. Façam-no através de todas as ferramentas que tenham disponíveis e integrem tudo no vosso Website.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
As Major Labels fazem o que podem para bloquear toda e qualquer inovação.
Três notícias vieram ao de cima nestes últimos tempos que nos recordam a inércia e a incapacidade da indústria musical tradicional para lidar com as mudanças de paradigma e de mercado que estão a ocorrer debaixo dos seus pés.
A primeira lida com a situação da eMusic (pensem nela como o primo mais fixe e mais barato da iTunes) que forçada pelas majors alteraram a sua estratégia base, esquema de preços e as suas condições de relacionamento com as editoras que já utilizavam o serviço para vender a sua música resultando num êxodo de editoras independentes como a Matador, Merge, Domino, 4AD e a XL.
(via: www.undertheradarmag.com).
A segunda refere-nos que o serviço de subscrição de streaming de músico o Spotify está a pensar em entrar no mercado dos USA sem ter qualquer das major labels no seu catálogo. Uma decisão directamente ligada com as dificuldades e a frustração que os responsáveis da companhia tem vindo a sentir com o desenrolar das negociações para incluir o catálogo das mesmas na sua oferta ao consumidor.
(via: www.hypebot.com)
A terceira sobre as dificuldades que o Google tem tido para por de pé os seus planos de oferecer um serviço em que os utilizadores poderiam colocar os seus mp3 adquiridos (via google ou outros serviços) num "armário" digital que permitisse o acesso a estes a partir de uma miríade de sistemas (computador pessoal, telemovel, media server, etc). As negociações com as majors estão num impasse pois estas temem que os utilizadores possam usar este serviço para também guardar ficheiros mp3 conseguidos ilegalmente.
(via: www.nypost.com)
Fica-se com a sensação que as Majors não estão minimamente interessadas em se adaptar às novas realidades do negócio da música, resistem a toda e qualquer inovação e continuam a preferir processar os consumidores de música em vez de lhes facilitar o acesso ao produto que tem em oferta. Exceptuando o iTunes que parece viver nas boas graças das Majors, sendo que estas parecem interessadas em defender o seu quase monopólio na distribuição digital, todas as novas companhias que tem tentado inovar neste campo tem recebido a resistência destes senhores.
Apesar de fugir um pouco ao âmbito deste blog (pensando bem talvez nem fuja), vou aproveitar para de vez em quando intercalar os posts sobre marketing e promoção para músicos com algumas notícias sobre o estado da indústria musical.
A primeira lida com a situação da eMusic (pensem nela como o primo mais fixe e mais barato da iTunes) que forçada pelas majors alteraram a sua estratégia base, esquema de preços e as suas condições de relacionamento com as editoras que já utilizavam o serviço para vender a sua música resultando num êxodo de editoras independentes como a Matador, Merge, Domino, 4AD e a XL.
(via: www.undertheradarmag.com).
A segunda refere-nos que o serviço de subscrição de streaming de músico o Spotify está a pensar em entrar no mercado dos USA sem ter qualquer das major labels no seu catálogo. Uma decisão directamente ligada com as dificuldades e a frustração que os responsáveis da companhia tem vindo a sentir com o desenrolar das negociações para incluir o catálogo das mesmas na sua oferta ao consumidor.
(via: www.hypebot.com)
A terceira sobre as dificuldades que o Google tem tido para por de pé os seus planos de oferecer um serviço em que os utilizadores poderiam colocar os seus mp3 adquiridos (via google ou outros serviços) num "armário" digital que permitisse o acesso a estes a partir de uma miríade de sistemas (computador pessoal, telemovel, media server, etc). As negociações com as majors estão num impasse pois estas temem que os utilizadores possam usar este serviço para também guardar ficheiros mp3 conseguidos ilegalmente.
(via: www.nypost.com)
Fica-se com a sensação que as Majors não estão minimamente interessadas em se adaptar às novas realidades do negócio da música, resistem a toda e qualquer inovação e continuam a preferir processar os consumidores de música em vez de lhes facilitar o acesso ao produto que tem em oferta. Exceptuando o iTunes que parece viver nas boas graças das Majors, sendo que estas parecem interessadas em defender o seu quase monopólio na distribuição digital, todas as novas companhias que tem tentado inovar neste campo tem recebido a resistência destes senhores.
Apesar de fugir um pouco ao âmbito deste blog (pensando bem talvez nem fuja), vou aproveitar para de vez em quando intercalar os posts sobre marketing e promoção para músicos com algumas notícias sobre o estado da indústria musical.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Presença na Internet para músicos II
Primeiro ponto a definir será sempre, o que é que vocês querem da internet? O que é que ela pode fazer por vocês? Quais são os vossos objectivos? A resposta que mais vezes recebo quando faço esta pergunta a algum colega músico costuma ser "Quero que mais pessoas saibam acerca de mim e da minha banda." Ao que costumo responder "Porquê e para quê?" e aí é que as coisas costumam complicar. A internet é um meio para chegar a um fim, se os vossos objectivos não estão definidos à partida o mais provável é que se percam pelo caminho. O que é que querem fazer? Querem só ser mais conhecidos? Querem ser mais conhecidos para conseguir mais gigs e poderem andar em tour com pessoas a ver os vossos concertos? Querem vender discos ou produtos associados à vossa música como merchandising? Querem conseguir um contrato com uma major label? Quais são os vosso objectivos? Se os conseguirem resumir a duas ou três linhas concisas, então terão dado um passo importante para estarem no bom caminho.
O que é que há na internet que vos interessa? A resposta será: pessoas que possivelmente estarão interessadas na vossa música e em vocês, público. O que é precisam de fazer para que a vossa música chegue a elas e para que elas se interessem? Têm que conseguir chamar a atenção dessas pessoas, fazer com que elas sintam uma ligação convosco, com a vossa música e fazer com que essa ligação seja forte o suficiente para permitir financiar as vossas actividades. Ter uma ligação forte e directa com os fãs e dar-lhes uma sensação de comunidade dá-lhes razões para comprarem os vossos produtos. Produtos esses que devem estar pensados de modo a permitir-lhes mostrar ao mundo o quanto se identificam convosco, possibilitando reconhecerem-se uns aos outros como pessoas que partilham a mesma paixão pela vossa música e assim potenciar um processo que se alimenta de si próprio num loop de feedback positivo. Qual é o problema então, a coisa até parece fácil? O problema é que há milhares de pessoas a tentar fazer o mesmo que vocês. Há um excesso de conteúdo, está por todo o lado na internet e ninguém sabe para onde é que se deve virar para encontrar aquele conteúdo que interessa. Há milhares de vocês aos berros a competir pelo mesmo público e o ruído é ensurdecedor. Como lutar contra isso? Estabelecer uma ligação directa e personalizada com o vosso actual número reduzido de fãs e reforçar a sensação de comunidade. É impossível forçar alguém a querer ter uma relação connosco mas se nos esforçarmos diariamente e se provarmos que valemos a pena conseguimos chegar a alguém que estará ao nosso lado e será um aliado na execução dos nossos objectivos. Um fã motivado é a melhor arma para ajudar a espalhar a vossa mensagem.
Ok, deixemo-nos então de filosofia barata e passemos à implementação concreta de tudo isto. Virginie Berger no seu panfleto "Well what is good musical strategy?" (que está disponível para download gratuito sob licença Creative Commons) estabelece os seguintes pontos guia:
- Website próprio: se vocês não tem o vosso próprio website já falharam.
- Myspace é muito 2004 mas ainda vale a pena
- Facebook, porquê?
- Porquê ter um perfil no Bandcamp ou no Reverbnation? porque é como o MySpace mas melhor.
- Ninguém usa o twitter mas ele chega a toda a gente.
- Youtube é o site com mais utilizadores à procura de música.
- Flickr, Wikipedia, Deezer, Spotify... uma míriade de serviços e porque é os devem usar.
- SEO (Search Engine Optimization, Optimização para motores de busca) não é uma doença, é a cura.
Presença na Internet para Músicos.
Ninguém poderá negar que nos dias de hoje a internet desempenha um papel preponderante na disseminação de informação e de cultura entre os seres humanos. Ninguém negará também que uma das indústrias que mais sentiu o peso do impacto deste novo meio de comunicação foi a indústria musical. Para o bem ou para o mal e por muito que não se queira, a verdade é que a relação dos consumidores de música com a indústria se alterou radicalmente com o advento da internet e se a indústria quiser sobreviver e prosperar neste novo milénio terá forçosamente que se adaptar a ele.
O que é a industria musical em 2010? São as grandes editoras? São os músicos? Serão os novos canais de distribuição de conteúdo e de serviços relacionados com a música? Como é que um músico se deve apresentar a este novo público e o que é que deve fazer para tirar o maior partido desta oportunidade que tem à frente? A verdade é que neste momento não há para estas questões uma resposta única ou simples. Não há período mais conturbado que o período de mudança entre dois paradigmas e é nesse preciso momento em que nos encontramos. Não há respostas definitivas e é da responsabilidade de cada um tentar descobrir as suas, experimentar novos caminhos e agarrar novas oportunidades. Há no entanto algumas tendências no que diz respeito à "presença na internet para músicos" que se começam a tornar evidentes e será nessas em que centrarei a minha atenção.
Fugir da Garagem
É da praxe usar o primeiro post num novo blog para explicar o seu propósito.
“Fugir da Garagem” nasce do convite que me foi feito pelo Jorge Resende para escrever um artigo sobre estratégias de Presença na Internet para Músicos que seria publicado na Webzine “Marsupilami”; Convite esse que acabei por aceitar e que me embrenhou na análise, compilação e sistematização de algumas das estratégias e técnicas promocionais de que fiz uso para promover a minha banda os HANGING BY A NAME, a label que comecei a por de pé neste ano de 2010 a Cogwheel Records, bem como o meu estúdio ISOUNDSTUDIOS.
A ideia era a de descrever como deveria ser a organização e que conteúdo deveria ter um website próprio para uma banda/músico, falar acerca do uso das redes sociais na promoção e marketing de produtos directamente ou indirectamente relacionados com música e no geral tocar todos os aspectos em que a internet mudou o relacionamento entre os artistas e o público em menos de 4000 palavras. Gastei essas quase 4000 palavras apenas no primeiro tópico e após ter mostrado o trabalho que já tinha feito foi acordado que escreveria não um, mas uma série de artigos dedicados a esta temática.
A webzine em que o meu trabalho deveria ser publicado acabou por ficar adiada indefinidamente e como não gosto de desperdiçar trabalho decidi adaptar o mesmo ao formato de um blog, que funcionaria por si só também como uma estratégia indirecta de promoção de todas as minhas actividades relacionadas com a música como me ajudaria a fazer uma coisa que já algum tempo me apetecia; Dar de volta à comunidade de músicos tudo aquilo que aprendi com eles e com a minha própria pesquisa na internet acerca do que é ser um músico nos dias de hoje, de como o negócio se mexe, que armadilhas nos coloca no caminho e de como nos devemos relacionar com as pessoas que apreciam o trabalho que fazemos. Dar a oportunidade a outros para aprenderem aquilo que tem que fazer para que possam “Fugir da Garagem pelos seus próprios meios.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Secções indispensáveis que o vosso Website deve conter: Concertos
Um dos vossos objectivos principais deverá ser o de conseguir ter um número razoável de pessoas a assistir os vossos concertos. Não há nada como uma boa actuação para ajudar a movimentar produto e não há melhor sítio para convencer alguém a comprar do que a banca de merchandising no local do concerto. É óbvio que para haver público num concerto as pessoas precisam de saber que ele vai ocorrer, logo a manutenção no vosso website de uma lista dos concertos que vão dar num futuro próximo é de sobremaneira indispensável.
Mais uma vez a chave para uma boa secção de concertos está na integração e concertação com as redes sociais. Serviços como o reverbnation permitem colocar as datas e descrições dos locais de cada um dos concertos em apenas um website e disseminar essas informações através de várias redes sociais e websites, através da publicação de posts no twitter ou mural do facebook, via a aplicação oficial do reverbnation no facebook chamada myband e através de widgets embutíveis em qualquer website.
Nota importante para a operação pós concerto: Não há melhor forma de capitalizar uma boa actuação do que colocar online vídeos e fotos da mesma. Criem na cabeça das pessoas a necessidade de terem a experiência de vos ver ao vivo. Um concerto é uma experiência que nunca poderá ser devidamente apreciada através da internet, sendo portanto um dos produtos tangíveis mais fortes que podem vender ao vosso público, mas é possível através da internet potenciar a vontade de ter essa experiência.
Esta secção do vosso website pode ser muito mais do que apenas uma lista de datas e, se bem utilizada, um ponto fulcral da vossa estratégia online.
Mais uma vez a chave para uma boa secção de concertos está na integração e concertação com as redes sociais. Serviços como o reverbnation permitem colocar as datas e descrições dos locais de cada um dos concertos em apenas um website e disseminar essas informações através de várias redes sociais e websites, através da publicação de posts no twitter ou mural do facebook, via a aplicação oficial do reverbnation no facebook chamada myband e através de widgets embutíveis em qualquer website.
Nota importante para a operação pós concerto: Não há melhor forma de capitalizar uma boa actuação do que colocar online vídeos e fotos da mesma. Criem na cabeça das pessoas a necessidade de terem a experiência de vos ver ao vivo. Um concerto é uma experiência que nunca poderá ser devidamente apreciada através da internet, sendo portanto um dos produtos tangíveis mais fortes que podem vender ao vosso público, mas é possível através da internet potenciar a vontade de ter essa experiência.
Esta secção do vosso website pode ser muito mais do que apenas uma lista de datas e, se bem utilizada, um ponto fulcral da vossa estratégia online.
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