Três notícias vieram ao de cima nestes últimos tempos que nos recordam a inércia e a incapacidade da indústria musical tradicional para lidar com as mudanças de paradigma e de mercado que estão a ocorrer debaixo dos seus pés.
A primeira lida com a situação da eMusic (pensem nela como o primo mais fixe e mais barato da iTunes) que forçada pelas majors alteraram a sua estratégia base, esquema de preços e as suas condições de relacionamento com as editoras que já utilizavam o serviço para vender a sua música resultando num êxodo de editoras independentes como a Matador, Merge, Domino, 4AD e a XL.
(via: www.undertheradarmag.com).
A segunda refere-nos que o serviço de subscrição de streaming de músico o Spotify está a pensar em entrar no mercado dos USA sem ter qualquer das major labels no seu catálogo. Uma decisão directamente ligada com as dificuldades e a frustração que os responsáveis da companhia tem vindo a sentir com o desenrolar das negociações para incluir o catálogo das mesmas na sua oferta ao consumidor.
(via: www.hypebot.com)
A terceira sobre as dificuldades que o Google tem tido para por de pé os seus planos de oferecer um serviço em que os utilizadores poderiam colocar os seus mp3 adquiridos (via google ou outros serviços) num "armário" digital que permitisse o acesso a estes a partir de uma miríade de sistemas (computador pessoal, telemovel, media server, etc). As negociações com as majors estão num impasse pois estas temem que os utilizadores possam usar este serviço para também guardar ficheiros mp3 conseguidos ilegalmente.
(via: www.nypost.com)
Fica-se com a sensação que as Majors não estão minimamente interessadas em se adaptar às novas realidades do negócio da música, resistem a toda e qualquer inovação e continuam a preferir processar os consumidores de música em vez de lhes facilitar o acesso ao produto que tem em oferta. Exceptuando o iTunes que parece viver nas boas graças das Majors, sendo que estas parecem interessadas em defender o seu quase monopólio na distribuição digital, todas as novas companhias que tem tentado inovar neste campo tem recebido a resistência destes senhores.
Apesar de fugir um pouco ao âmbito deste blog (pensando bem talvez nem fuja), vou aproveitar para de vez em quando intercalar os posts sobre marketing e promoção para músicos com algumas notícias sobre o estado da indústria musical.
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