terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Facebook II A presença da banda.

A presença da banda.
Aqui é que começam a complicar as coisas. O Facebook tem perfis próprios para se poder implementar presenças na rede social para entidades não individuais tais como bandas ou empresas; Esses perfis especiais chamam-se páginas e antes de entrarmos na problemática das páginas do Facebook para músicos ou bandas temos primeiro que lidar com a problemática de optar por usar, ou não, estas páginas.
Uma das diferenças principais entre as páginas e os perfis individuais é que com um perfil individual podemos pedir a qualquer utilizador do Facebook para que este se torne nosso amigo. Por uma questão de cortesia a maioria das pessoas é capaz de aceitar um completo estranho como amigo, avaliar posteriormente o tipo de pessoa que é e decidir finalmente se o elimina do seu grupo de amigos caso não tenha qualquer tipo de afinidades com essa pessoa. Ou seja, é possível fazer uma “porradona de pedidos de amizade à parva” e em pouco tempo conseguir um número considerável de amigos. Tal é completamente impossível de se fazer com uma página.
Uma página de uma entidade não individual está sempre ligada a um perfil individual, o da pessoa que a criou; Neste caso provavelmente um membro da banda e é essa pessoa (ou pessoas pois é possível adicionar mais pessoas como administradores da página) que a terá de divulgar junto dos seus amigos, podendo fazê-lo de várias formas diferentes. Colocando um link para essa mesma página no seu mural convidando os seus amigos a “gostarem” dela, usando a ferramenta “Sugerir esta página aos seus amigos”, ou enviando-lhes mensagens privadas directas. Os amigos que receberem os convites para gostar da página decidirão se efectivamente “gostam” da página que lhes foi proposta. Inevitavelmente a percentagem de pessoas que gostam de páginas é inferior à das que aceitam os pedidos de amizade e é fácil de perceber porquê. As páginas implicam que há alguém que lhes está a vender alguma coisa directa ou indirectamente, representam um produto e se o produto não lhes interessa as pessoas não vão “gostar”.
Por causa disto há quem opte por criar perfis individuais falsos para o seu projecto/banda e adicionar amigos em massa. Não vou aqui examinar a fundo a validade de um método em detrimento de outro. A escolha deve partir de cada um, dentro da estratégia que delineou e da vossa própria personalidade; Posso no entanto partilhar convosco qual é a minha experiência pessoal tendo optado criar páginas institucionais em vez de perfis individuais falsos.
A razão pela qual optei pela primeira, chamemos-lhe a estratégia da tartaruga institucional prende-se com dois ou três motivos. O primeiro completamente pessoal e subjectivo, pareceu-me mais ético. O segundo motivo prende-se com o facto de estarmos à procura de pessoas que se interessem activamente pela nossa música, que a estejam dispostas a promover. Isso só se consegue se eles à partida tiverem afinidade com o trabalho que estamos a fazer. O facto de gostarem voluntariamente da página (é essa a grande diferença entre aceitar um amigo -> acto passivo e gostar de uma página -> acto activo) que faz com que ela própria sirva como ponto de triagem. Terceiro, porque uma vez mais, o Facebook vive da interacções pessoais e como vão descobrir, apesar de a página em si ser uma boa plataforma de interacção com os fãs a verdadeira interacção pessoal será feita nos perfis individuais de cada um dos membros da banda. Esta abordagem exige no entanto que como indivíduos procuremos activamente outros que possam ter interesses em comum connosco e que consigamos estabelecer laços com estes aumentando assim o nosso número de amigos.
Uma pessoa que tenha um laço emocional convosco terá um laço emocional com a vossa música e é alguém que divulgará activamente aquilo que vocês fazem. Pode ser uma estratégia mais lenta, que só dê frutos a médio/longo prazo, mas já vi muitas lebres com a pressa a ficarem pelo caminho.
Próxima problemática do Facebook -> Isto não é o MySpace.
Onde é que está o player e como é que posso fazer upload das minhas músicas? Ao contrário do myspace o Facebook não tem nenhum mecanismo nativo para lá colocarem a vossa música em exposição. Terão de o fazer através da instalação de aplicações e há uma série delas disponíveis embora praticamente todas vos obriguem a abrir contas nos respectivos serviços que as desenvolveram, o que nem é mau de todo pois um dos vossos objectivos é estar no maior número de sítios possível.
Há serviços externos que oferecem aplicações para o Facebook que se distinguem dos restantes pela positiva, sendo eles: Rootmusic, Bandcamp, Reverbnation, Soundcloud e Pay with a tweet.
Iremos explorar cada um deles em posts futuros.

Sem comentários:

Enviar um comentário